
Luísa Ribeiro recebeu em 2009 o Prémio Educação do Jornal inglês “As Notícias” e em 2008 e 2009 o Prémio Fresh-Lambeth da Câmara de Lambeth em Londres. É Consultora-Especialista em Educação, Minorias Étnicas e Português e Línguas Estrangeiras no Dept. Educação, Câmara de Lambeth, Londres. Em 2010 foi-lhe também atribuído o Prémio do Charted Institute of Linguists como reconhecimento por todo o seu trabalho desenvolvido na promoção, valoração e estudo de língua portuguesa no Reino Unido.
ENTREVISTA:
Eduforum (ED) - Como gosta de ser tratada?
Luísa Ribeiro (LR) - Profissionalmente, Dra Luisa Ribeiro.
ED - Se lhe pedissem um sumário da sua vida em três linhas...
LR - Aprendi a observar e aplicar o que aprendo. Gosto de desafios em que possa desenvolver projectos explorando a criatividade. Ajudar a fazer a diferença através da Educação é a minha paixão. Deixo sempre uma margem para o erro mas sou a maior crítica de mim própria.
ED - Quem é que mais contribuiu para que seja como é?
LR - Profissionalmente aprendi com muitas pessoas, em Portugal e no estrangeiro. A nível pessoal, duas pessoas muito especiais que conheci no final dos anos 90, de quem ainda hoje tenho o privilégio de ser amiga e que me demonstram um apoio incondicional (algo raro e precioso nos dias de hoje) !
ED - Educação é...
LR - Ver o ser humano como um todo e complementar todas as suas potencialidades.
ED - Inovar é preciso?
LR - Sempre, e com muita alegria!
ED - Então e... projectos:
LR - Ao longo da minha carreira profissional reúno já um curriculo onde se destacam muitos projectos inovadores com diversos resultados á vista - alguns dos quais premiados internacionalmente. Tenciono dar continuidade ao que já iniciei no terreno e equacionar desafios que se mantém em aberto, envolvendo o maior número de regiões onde residam lusófonos. Está a ser planeado um espectáculo internacional, palco para estes projectos, e será publicado material que irá permitir a reprodução mundial junto de comunidades lusófonas.
ED - Tudo bem "espremido"... que legado gostava de deixar?
LR - Essencialmente, gostaria que o meu trabalho inspirasse outros profissionais e que possibilitasse a qualquer aluno lusófono sentir que os seus sonhos se podem tornar realidade sempre que investa na sua educação e aposte na importância das línguas.
ED - E precisa de ajuda?
LR - Claro que preciso. Todo o meu trabalho foi desenvolvido e ampliado com o apoio financeiro de bancos, outras empresas e organizações. Neste momento em particular, e tal como já informado pelas entidades competentes e noticiado na imprensa de referência, estes projectos necessitam de obter investimento financeiro por parte dos governos de expressão portuguesa para que os bons resultados já conseguidos não sejam comprometidos. Falta dinheiro estatal pois sómente apoio institucional não chega e os governos não se podem demitir das suas responsabilidades educacionais-culturais dos jovens cidadãos lusófonos! Aproveito esta oportunidade para apelar a empresas, organizações e pessoas privadas com visão invulgarmente abrangente, o apoio financeiro a estratégias executivas que comprovadamente apostam num futuro onde ser lusófono e bilingue possa ser – de facto - uma mais valia permitindo melhores oportunidades académicas e de carreiras profissionais em qualquer parte do mundo. Desta forma, solicito e agradeço antecipadamente que qualquer empresário ou privado que tenha por desejo fazer a diferença real na vida de crianças e adolescentes lusófonos me contacte directamente.
ED - Pode deixar aqui escrito um contacto seu?
LR -
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ED - Uma mensagem para o mundo da educação:
LR - Há necessidade dos profissionais de educação em Portugal conhecerem outros sistemas de ensino a nivel mundial, de frequentarem formações no estrangeiro e de saberem que é possível candidarem-se a bolsas afins no estrangeiro como os restantes seus colegas europeus fazem para desenvolvimento profissional e progressão de carreira. Esta actualização de conhecimentos e formação contínua fora do sistema português permitirá que os nossos alunos beneficiem consequentemente duma formação mais europeia e global e que caso de sairem do país não se possam sentir tão ostracizados no país de acolhimento. Não menos importante, os alunos que saiam do sistema de ensino português para ingressarem noutro sistema de ensino dever-se-lhes-ia ser providenciado um relatório sobre a sua aprendizagem e o contacto da escola de origem para que a escola estrangeira o possa acolher adequadamente.
EDUF - Ficou alguma coisa por dizer?
LR - Acho que é importante dizer que somos um país de viajantes, que temos uma imensa vontade de viajar e melhorar as nossas vidas. Ao longo das nossas viagens apaixonamo-nos pelo local onde estamos e, quando menos esperamos já estamos ligados a esse local de uma forma muito forte. È importante que os nossos viajantes sintam o apoio do país de origem e orgulho em ser quem são e no que têm para partilhar com o mundo. Nós os educadores temos um papel essencial nesta forma de ver a vida e com o nosso exemplo podemos contribuir para um futuro próximo onde falar Português seja uma mais valia!